Jundiaí / SP - domingo, 17 de janeiro de 2021

ARTERIOSCLEROSE

Arteriosclerose

 A arteriosclerose, termo genérico para o espessamento e endurecimento da parede arterial, é a principal causa de morte no mundo ocidental. Um tipo de arteriosclerose é a aterosclerose, doença que atinge artérias de grande e médio calibre, como as coronárias, as carótidas e as artérias dos membros inferiores.
Esta doença é caracterizada pelo depósito de gordura, cálcio e outros elementos na parede das artérias, reduzindo seu calibre e trazendo um déficit sangüíneo aos tecidos irrigados por elas. Atinge cerca de 10% da população acima de 50 anos. Seu desenvolvimento é lento e progressivo, e é necessário haver uma obstrução arterial significativa, aproximadamente 75% do calibre de uma artéria, para que surjam os primeiros sintomas isquêmicos (sintomas derivados da falta de sangue).
É de suma importância diagnosticar precocemente a doença para impedir suas manifestações. Estudos epidemiológicos mostraram que a arteriosclerose incide com maior freqüência e intensidade em homens, na faixa etária entre 50 e 70 anos, com altos índices de gordura no sangue, fumantes, hipertensos, de vida sedentária com casos da doença na família.
A arteriosclerose é uma doença sistêmica, acomete simultaneamente diversas artérias do organismo e seu quadro clínico irá variar de acordo com a artéria que estiver mais obstruída.
Os tratamentos variam de acordo com a fase evolutiva da arteriosclerose e do órgão afetado pela doença, mas todos atuam no controle da hiperlipidemia, do tabagismo, da hipertensão, do diabetes e da obesidade.
A arteriosclerose pode ser evitada através de hábitos saudáveis: uma dieta alimentar equilibrada, não fumando e com a prática regular de exercícios físicos.Fatores de Risco
  • Idade: 50 a 70 anos
  • Sexo: Predominante no sexo masculino, pois as mulheres são “protegidas” desviando suas gorduras sanguíneas para a produção de hormônio feminino (estrogênio). Após menopausa a “proteção” desaparece.
  • Hiperlipidemia: Indivíduos que tem altos níveis de gorduras circulantes no sangue, sendo o colesterol a principal delas, depositam este excesso nas artérias, obstruindo-as progressivamente.
  • Tabagismo: As pessoas que fumam tem um risco nove vezes maior de desenvolver a arteriosclerose que a população não fumante.
  • Hipertensão: A hipertensão arterial provoca alterações na superfície interna das artérias facilitando a penetração das gorduras na parede arterial.
  • Sedentarismo: A atividade física diminui os níveis de colesterol e favorece a circulação.
  • História Familiar: Há famílias que, por diversos desvios metabólicos, estão mais sujeitas a estas doenças.

Arteriosclerose dos Membros inferiores: É uma doença que acomete a parede das artérias. É sistêmica, ou seja, pode ocorrer em todas as artérias do corpo, principalmente nas do cérebro, coração e membros inferiores. Nestes, o principal sintoma é a dor, especialmente na panturrilha, durante o caminhar. Isto ocorre após o percurso de distâncias variáveis (longas ou muito curtas) e está relacionada diretamente com o grau de entupimento das artérias.
Em muitos casos, este quadro leva a uma incapacitação para o trabalho. O tratamento varia de acordo com a gravidade de cada caso. Em situações mais controladas os cuidados clínicos são basicamente exercícios físicos e controle dos fatores de risco como o hábito de fumar, além do possível uso de medicamentos vasodilatadores e de coagulação. Em casos mais graves o mais adequado é o tratamento cirúrgico.

 Arteriosclerose e diabetes: A arteriosclerose se instala rapidamente em indivíduos diabéticos que não controlam sua glicemia adequadamente, pois esta é a principal causa das compli-cações do diabetes, que incluem a neuropatia, a arteriopatia e a infecção.
Essas complicações do diabetes acometem com muita freqüência os pés; por isso se cunhou o termo "Pé Diabético". Após uma série de estudos foi constatado que a arteriopatia é geralmente distal, isto é, atinge as artérias abaixo do joelho, ocorrendo também nos capilares (os pequenos vasos da micro-circulação); a neuropatia provoca a redução da dor e sensibilidade nos pés, levando o paciente a ignorar dores e até feridas; e a infecção é o fator que leva, em questão de horas ou dias, à destruição dos tecidos. O tratamento da vasculopatia inclui o uso de medica-mentos, que irão dilatar os vasos ou tentar desobstruí-los.
Outros produtos agem evitando a coagulação do sangue ou a adesão das plaquetas - células que iniciam a trombose. Nem sempre o tratamento clínico é suficiente e, em alguns casos, pode-se optar pela cirurgia, através de pontes, como a de safena. Quando já existe necrose, o cirurgião vascular realizará uma drenagem cirúrgica retirando a parte do tecido morto. Quando está área é muito extensa (gangrena) o cirurgião realiza uma amputação. Algumas vezes esta solução extrema é o único recurso para salvar a vida do paciente, uma vez que a gangrena pode levar ao óbito. O controle rigoroso da glicemia é essencial para evitar o “pé diabético”.
O auto-exame é a melhor forma de prevenção, por isso, seguem algumas recomendações:
  • Examine, todos os dias, os seus pés. Verifique se existem bolhas, calos, úlceras, edemas, micose entre os dedos ou infecções.
  • Examine e passe as mãos dentro de seus sapatos. Não use o calçado antes de examiná-lo com as mãos. Não use sapatos apertados e nunca ande descalço.
  • Lave bem e diariamente os pés, usando água morna. Use sabão neutro. Enxágüe bem os pés e entre os dedos.
  • Andar é o melhor exercício para a circulação. Ande pausadamente e de forma regular. Alguns quarteirões por dia são suficientes. Consulte seu médico.
  • Abandone o cigarro para preservar a sua circulação.
  • Corte as unhas com cuidado, evitando machucar a pele. Não retire a "cutícula", ela protege sua unha. Não permita que extraiam sua unha sem um exame médico prévio.
  • Nos dias frios, proteja os pés usando meias de lã ou algodão, bem folgadas. Nunca use nada que aperte seus pés e possa prejudicar o fluxo sangüíneo.
  • Nunca confie na sua sensibilidade térmica ou dolorosa. Evite os excessos de calor e frio. O fato de você sentir que seu pé está frio não significa que esteja. Nunca aplique saco de água quente nos pés.
Nunca use remédios ou produtos químicos nos pés sem consultar um especialista. Devido ao diabetes, produtos corriqueiros podem ser danosos para sua pele.